terça-feira, 18 de abril de 2017

Em meio à violência, igrejas evangélicas se multiplicam nas favelas Pastor defende que "Deus é a única opção para os pobres" FACEBOOK TWITTER por Jarbas Aragão Em meio à violência, igrejas se multiplicam nas favelas O pastor Marcio Antônio prega no púlpito de uma pequena igreja construída em terreno cercado por arames farpados e fios elétricos. Sua mensagem é que os fiéis precisam ser testemunho na favela que residem, na periferia do Rio de Janeiro. O líder religioso, um ex-traficante na mesma favela Cantagalo, onde hoje pastoreia uma Assembleia de Deus, sabe que a maioria dos moradores mora em terrenos invadidos e não possuem escrituras das suas casas. Ele e seu rebanho fazem parte de uma tendência crescente no Brasil. Igrejas evangélicas estão se multiplicando nas favelas e comunidades de baixa renda. A maioria delas não possuem a estrutura dos bairros, em termos de saúde, saneamento básico, transporte e registro de imóveis. Realize o Seu Sonho de Tocar Piano sem Sair de Casa. Comece Agora! “O governo não nos ajuda, por isso Deus é a única opção para os pobres”, explica o pastor Antonio, 37 anos. Vestindo terno e gravata, como em todos os domingos, Marcio nasceu e foi criado no Cantagalo, onde prega regularmente para cerca de 24 pessoas toda semana. Testemunha que, assim como muitos outros jovens pobres, foi a tentação do dinheiro fácil que o levou para o tráfico de drogas antes de ter encontrado a Deus e recebido uma missão de vida. “Existem muitos problemas aqui na favela”, desabafa o pastor, enumerando “a pobreza, desemprego, o crime, problemas de saúde mental e a igreja ajuda a comunidade com essas coisas”. É nas favelas e nas comunidade mais carentes, ignorados pelo governo que as igrejas evangélicas oferecem programas sociais, que incluem educação, segurança e desenvolvimento econômico. Entre outras coisas, ajudam a formar cidadãos que, conforme os especialistas, ajudam a fortalecer o pensamento conservador

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